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ProtonsZero — 011 - Luz e Trevas
Published: 2009-08-30 23:19:24 +0000 UTC; Views: 1238; Favourites: 1; Downloads: 5
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Description Luz e Trevas, Trevas e Luz. Brincadeiras de alvorecer e crepúsculo, danças das estrelas e do céu da noite, lutas do claro e do escuro. Estes se integram. Opostos e complementos, muitas vezes mal associados. São muitas vezes os atributos mais desejados. Eles não podem existir sem o outro. Cara e coroa. Faces da mesma moeda... Ou não? Aquilo que são as luzes de um, podem ser as trevas de outro?
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Estava tudo escuro... Podiam-se ouvir risos e passos... Dois garotinhos de cabelos castanhos corriam por um corredor meio estreito, um deles, que parecia, por muito pouco, ser o mais velho, se virou para a parede e cobriu os seus olhos, enquanto o outro correu, abriu uma porta que dava em uma escadaria que descia para dar em outra porta. Ele desceu rapidamente, abriu a porta e entrou no quarto escuro, que era iluminado por uma fina faixa de luz que iluminava apenas a cabeça de um manequim, que usava uma mascara branca e roxa, que lhe cobria apenas metade da face. O garoto se escondeu atrás de uma peça de tapeçaria antiga que lá havia e ficou olhando para a máscara, pensando em como ela lhe assustava. Em questão de minutos o outro adentrou a sala e o encontrou.

???: Heheh... É muito fácil de te achar Calius. Você sempre tenta se esconder aqui! Trate de virar e contar, pois é a sua vez! – O menino disse e saiu correndo.

Calius: ... Certo! – Ele virou, cobriu seus olhos e contou até vinte, bem devagar. Quando terminou, abriu os olhos e se virou. – Pronto ou não, aqui vou eu! – Ele subiu correndo as escadarias e abriu a porta, mas para a sua surpresa ele não estava mais em casa, ao invés disso ele estava cercado pelo nada, uma sala completamente branca. Algumas peças de algum tipo de metal se juntaram ao redor de seu braço.

???: ... Ahn... Ahhh... – Um garoto, idêntico a ele estava sentado em um dos cantos, choramingando e gemendo.

Calius: - Ele fechou os olhos apertados, e quando os abriu já estava crescido, seus olhos se tornaram vermelhos e seu cabelo embranqueceu. Suas roupas mudaram de um short bege, camisa branca e sandálias para um sobretudo vermelho, com camisa e calça pretas, com um coturno que chegava quase a altura de seu joelho. – Q-quem é você?

???: - O garoto se levantou devagar... Seu cabelo foi se tornando vermelho, e a íris de seus olhos se tornaram tão brancas que podiam se confundir com o resto do olho. – Como pode...? COMO OUSA?! VOCÊ SE ESQUECEU DE MIM! – Ele levantou por completo, crescido, talvez da mesma idade que Calius.

O homem de garotos vermelhos pulou sobre o outro e tudo se tornou negro.

???: Garoto! Garoto! Garotoooo!

PZ: - Abriu os olhos lentamente e viu o corpulento elemental de terra, focalizado, aos poucos, frente a ele. Este o dava tapinhas na bochecha. – Você! – Apesar de parecer um pouco assustado do sonho que teve, empurrou o outro da frente e se preparou para socá-lo.

Blitz: Heh! Reflexos rápidos. Eu gosto disso! Mas você não está em condições de fazer isso. – Ele agarrou o pulso do garoto, com a mão oposta à que o garoto usou, girou e, com a outra mão, agarrou o outro pulso, formando assim uma espécie de crucifixo, com um de costas pro outro. Tombou um pouco para frente, fazendo uso de sua altura para tirar os pés de ProtonsZero do chão, então pulou para trás, o esmagando contra o chão.

PZ: Ah! – Bateu sua cabeça no chão e por estar fraco, perdeu a consciência de novo.

Blitz: É... Acho que vamos ter que ter que te levar pra casa... – levantou o garoto e o colocou sobre o ombro, e se aproximou de uma grande pilha de pedras. – Ei! Krieg... Você tá legal?

A pilha de pedras se moveu violentamente, algumas rolaram para longe, e uma mão muito suja pode ser vista, saindo do meio dos escombros. Em poucos segundos o elemental do metal saiu da pilha de pedras.

Krieg: - Estava com todo o corpo machucado, sua armadura estava despedaçada, não conseguia abrir seu olho esquerdo e nem sentir seus braços e perna direita. – Legal? Eu estou longe de estar legal... Aquilo foi... Monstruoso, para se dizer o mínimo... Você tem certeza que será bom que o levemos para casa?

Blitz: Você percebeu o potencial dele não é? A força dele... Será uma boa coisa se o seguirmos. Ele tem potencial para ser mais forte que aquele esquisitão... Ah! E me desculpe por não ter recebido o ataque por você... Como você estava na frente você absorveu uns 90% do ataque não foi?

Krieg: Não esquenta... Ele deve ter usado muita energia naquele ataque para ter desmaiado... Se não tivesse, ele teria acabado com a gente em pouquíssimos segundos... Depois de receber o ataque, nós ainda precisamos de muitos minutos para conseguir levantar.

Blitz: Sim... Aquela ‘Cruz Positiva’ é um ataque fenomenal. Eu me pergunto se esse é o tipo de ataque que ele guarda para inimigos muito fortes, assim como nós guardamos nossas combinações...

Krieg: Eu não acho que foi uma ação muito consciente... Para mim pareceu mais como um ultimo suspiro do que um ataque... Toda via, eu acho que com o devido treinamento ele será capaz de muitas outras coisas impressionantes.

Elementias – 28/04 15h02min.

A paisagem havia mudado completamente. Por todos os lados havia dunas de areia, paredões de pedras e cavernas escadas em todos os lados. Em uma delas, no meio dos paredões, podia se ver Blitz, escorado na entrada de uma de uma dessas cavernas, olhando para o lado de fora.

Krieg: E ai, eles já estão chegando? – Sentado em uma pedra, mais ao fundo da caverna.

PZ: - Se sentou devagar na tábua de pedra que haviam lhe colocado sobre. – Quem está chegando?

Krieg: Oras, você já acordou? Achei que fosse dormir mais, depois de travar tantas lutas em sequência.

PZ: Fácil de falar quando você não tem os pesadelos que eu tenho... – Esfregava os olhos para terminar de acordar.

Blitz: Heh – Disse sem se virar. – Que estranho, você não está gritando, esperneando ou tentando nos bater, apesar de sermos inimigos.

PZ: Vocês não são meus inimigos... Não mais...

Krieg: E como você sabe?

PZ: É simples... Vocês tiveram a oportunidade de me matar e de me entregar, mas não o fizeram... Não se faz esse tipo de coisa a um inimigo, a não ser que ele deixe de ser seu inimigo... Eu estar vivo é a maior prova de que vocês são meus aliados. Agora me digam... Quem, ou o que está chegando?

Blitz: É... Você pega rápido o que está acontecendo... Ah! Você pode ver por si mesmo! Lá estão eles! – Apontou para o lado de fora da caverna. – É... Já deve ser três da tarde!

Do lado de fora vinham barulhos de armas batendo e colidindo.

???: Hey! Volta aqui!

???: Pra que?! Pra você me bater? Nem pensar!

PZ: - Se aproximou da entrada da caverna devagar. – Quem são esses? Elementais?

Blitz: Haha! Sim, os irmãos brigões! Eles rodam essa ilha 24 horas por dia lutando, sem jamais pararem pra descansar. Eles são como um sol para nós, da pra saber a hora exata só de eles estarem passando. Aquele ali é o Atros, o que tem cabelos mais brancos que os seus, e o outro, de cabelos mais escuros que a noite é o Éon.

PZ: Deixa eu adivinhar... Atros é o elemental da luz e o Éon é o das trevas?

Blitz: Você acertou os elementos... MAS, errou quem é o que. O Atros é o elemental das trevas e o Éon é o elemental da luz.

PZ: Sério? Não parece...

Éon: - Empunhando uma daikatana em cada mão, cada daikatana com um protetor de mão que lembrava meia estrela de quatro pontas braça, com outra estrela, só que negra e virada em 45º logo atrás. – Venha logo! – Investiu com as duas daikatanas por cima.

Atros: Me dá um tempo! – Bloqueou o ataque com o longo cabo curvado de sua foice, que possuía, perto da lamina, o mesmo detalhe da estrela, só que inteira e com as cores invertidas. Após bloquear saiu correndo.

Éon: Até quando você vai fugir?! Vem aqui e me encare como o elemental que você é! – Correu atrás dele.

Blitz: Você quer pegá-los, certo? Então é melhor você correr atrás deles! – Se tornou uma esfera de luz amarronzada que se uniu ao pingente do garoto.

Krieg: Heh... Não nos deixe entediados... – Se tornou uma esfera de luz prateada e também se uniu ao pingente do garoto, que agora parecia com um símbolo de radiação, com uma esfera no centro, e três trapézios ao seu redor, só que com espaços iguais entre si.

PZ: - Respirou fundo. – É... E vai começar de novo... – Ele saiu correndo da caverna, seu surrado sobretudo, que porem ainda tinha uma cor muito viva que se assemelhava ao sangue ondulou pelo ar, se desfez e se remontou em milésimos de segundo, como uma capa, de igual cor, e junto a ela uma armadura prateada que cobria o seu peito. O resto de suas roupas velhas também se transformaram: Suas calças negras com costuras brancas sempre bem delimitadas se transformou numa malha negra, aparentemente fina, juntamente com sua camisa, da mesma cor, que possuía algumas manchas de sangue de batalhas anteriores; seus coturnos se tornaram botas prateadas, que iam até o seu joelho, um par de luvas da mesma cor se desdobraram do ar, diretamente em seus braços, cobrindo-os por inteiro, com exceção do aparato que levava consigo. – Vamos ver aonde isso vai dar... – Ele ajeitou seus cabelos que sempre estavam bagunçados, não que adiantasse de algo, mas gostava de quando podia fazê-lo.

A luz e a sombra correram, brincando e lutando, por um longo período. Em velocidade surpreendente, eles eram inalcançáveis, ao parecer. Horas se passaram, e o sol se moveu no céu lentamente... As paisagens mudavam constantemente, à medida que eles eram seguidos desapercebidamente, entretidos em seu combate. Por fim chegaram a uma clareira em meados de uma floresta, no ponto quase mais ao norte da ilha onde se encontravam.

PZ: - Bufava à medida que se apoiou em uma árvore. – Será que eles não vão parar mais? Eu não fui feito pra correr deste jeito... Hm... – Olhou para a clareira. – O-onde eles estão?

Éon: Não vai conseguir se esconder! – Um flash branco se sucedeu. A arvore onde ProtonsZero estava encostado desmoronou, já que teve todo seu tronco retalhado.

PZ: - Olhou para a arvore caída em frangalhos no chão. – Quando foi que ele...? Muito rápido... – Seus olhos se arregalaram e sentiu alguns pequenos cortes em seu braço. – Por que me atacas?! Eu não sou seu oponente!

Éon: Hm? Não é o Atros?! Opa... Heh.. Hm... – Estava aparentemente sem graça devido ao acontecimento.

Atros: Você luta comigo todos os dias e não sabe nem qual é a minha face?! Isso é um absurdo! – Disse com um tom bem alto do topo de uma arvore.

Éon: EI! Você não pode me culpar! Olha só! – Apontou para o rosto do garoto que arregalou os olhos. – Viu? VIU?! Esse cabelo! Essa expressão sem vida e esse olhar de ‘Nossa, eu acho que vou morrer de tédio, o que será que eu faço agora?!’! VOCÊS SÃO IGUAIZINHOS!

Atros: COMO É?! EU OUVI DIREITO? VOCÊ DISSE UQE EU TENHO UMA EXPRESSÃO SEM VIDA? AH! É ISSO! AGORA JÁ DEU! – Uma aura extremamente escura, roxa, quase negra, se apossou de sua mão e a foice tomou forma no ar como que por mágica. – É isso ai sua luzinha miserável, você já era!

Éon: LUZINHA MISERAVEL?! Essa não foi uma idéia muito brilhante, com certeza! – Se colocou em posição, com as mãos cruzadas, próximas à cintura, como se fossem sacar uma espada cada.

Atros pulou de cima com sua foice, que emanou uma aura densa. Éon sacou as espadas, raspou suas pontas no chão a medida que elas também começavam a emanar uma aura densa.

Atros: Crepúsculo Descendente!

Éon: Alvorada Ascendente!

Os dois golpes se chocaram no ar e suas auras se espalharam por toda a atmosfera, muito rapidamente, sendo seguidos por um barulho estrondoso. Os dois ficaram comparando forças com suas armas.

PZ: Hei, caras, esperem um pouco ai... Eu preciso falar com voc...

Uma gota de suor frio desceu por sua testa. Ele olhou, quase tremulo para cada um lentamente. Eles haviam aparecido na sua frente, sem que ele percebesse, e cruzado suas armas a milímetros de seu pescoço, mas apesar disso não olhavam para ele, mas sim, encaravam um ao outro.

Èon: Não se intrometa...

Atros: Essa é a pessoa que eu mais odeio no mundo... E sou eu quem vai matá-la!

PZ: M-matar? Mas eu pensei que almas não morriam...

Éon e Atros: NÃO MORREM! MAS ENQUANTO EU NÃO DESCOBRIR UM JEITO DE ANIQUILAR VOCÊ, EU NÃO RECONHECERÃO MINHA EXISTÊNCIA!

PZ: Vamos fazer um acordo? Já que suas lutas sempre terminam em empate, porque um de vocês não luta comigo? Assim aquele que vencer é declarado o vencedor e...

Atros: Não é tão simples... Isso não faria com que o outro seja eliminado...

Éon? E o nosso único objetivo é matar um ao outro...

Atros: Nós o vimos algumas vezes ao redor da ilha. Você está tentando recrutar elementais, não é? Ótimo, nós lutaremos com você, desta maneira veremos se você é digno...

Éon: Mas, no entanto, temos uma condição.

PZ: E qual seria?

Éon e Atros: - Ambos viraram o rosto para ele, Éon com os olhos bem arregalados e com um sorriso forçado no rosto, e Atros com os olhos fechados, quase numa careta. – Você só pode escolher um de nós para ir com você!

PZ: Mas eu preciso dos dois! – Arregalou os olhos de novo.

Éon e Atros: Você não entende?! Nós jamais vamos trabalhar um com o outro! Nós somos inimigos mortais!

PZ: - Em seus pensamentos. – Deveriam... Os dois se sincronizam tão bem. – Rolou os olhos para o canto e voltou a falar: - Escutem, vocês, os dois, precisam vir comigo. Não importa que não queiram lutar juntos, lutem contra si se quiserem, mas eu acho que todos nós temos um inimigo em comum: Batmark.

Éon: Ele? Ele não é nosso problema. Nós conseguimos nos segurar na luta contra ele. Na verdade, nós até o derrotamos. Apesar de ele ser insanamente forte, ele acabou recuando contra nossa força.

PZ: O QUÊ?! – Ele apertou os olhos como se estivesse com raiva e o segurou pelo pescoço, o levantando. – VOCÊS FIZERAM O QUE?! VOCÊS O DEIXARAM FUGIR?! – Apertou mais com os dedos, o sufocando.

Éon: - Cerrou os dentes, pela dor que sentia. Rapidamente girou a perna, chutando o braço de seu atacante e depois usou a mesma perna para chutá-lo para longe.

Atros: Já que vocês começaram, eu não vou atrapalhar. Hehehe... – Pulou para o galho de uma arvore e sentou para assistir a luta.

Éon: - Invocou suas espadas e as girou com violência, cruzando as como uma tesoura.

PZ: - Sacou sua espada e a colocou entre as duas. – Por favor, reconsidere o meu pedido!

Éon: Não! – Colocou mais força nas espadas.

PZ: - Fechou os olhos. – Entendo... – Usou a mão que não estava segurando a espada para sacar uma de suas armas de mão. – Sem arrependimentos depois! – Apontou para o rosto do outro e disparou três vezes.

Éon: - Arregalou os olhos, recuou, e puxou as espadas para sua frente, para se defender dos tiros. – Ei, isso é golpe baixo! Use só suas espadas, oras!

PZ: Tanto faz... Eu não gosto de usar essas coisas mesmo... – Jogou o revolver para longe e voltou a levantar a espada, segurando-a com uma mão somente.

Éon: Você está querendo me fazer parecer idiota... Grr... – Franziu a testa e investiu com suas espadas.

PZ: - Continuou bloqueando apenas com uma mão segurando a espada.

Éon: Você ainda não está levando essa luta a sério?! – Aumentou a velocidade e força, ainda sim, inutilmente, já que ainda era bloqueado. – Você não vai vencer só com uma mão.

PZ: Eu não preciso de mais do que uma mão pra te derrotar.

Éon: ACORDA PRA VIDA! OLHA SÓ O TAMANHO DELA! É obvio que você precisa das duas mãos!

PZ: Quando, e se a hora chegar eu a empunharei com as duas mãos...

Éon: Você me parece ser um lutador que usa de velocidade... Como pode ser que você fique carregando um monstro desses por ai?! Eu vou te mostrar como um lutador de velocidade usa uma espada. – Ele aumentou ainda mais a velocidade e mirou o seu lado desprotegido.

PZ: - O acompanhou com os olhos, como se ele estivesse devagar, e bloqueou o ataque com o braço desocupado.

Éon: C-como?!... Você quer ir rápido? Sem problemas! – Foi ainda mais rápido girando ao redor dele.

PZ: - Bloqueando todos os ataques, mas com certa dificuldade que ia aumentando.

Éon: Heh... Você já está cedendo!

PZ: Você queria me ver lutar com as duas mãos?... Tudo bem... Eu não acho que dê mais pra continuar acompanhando se você não parar de acelerar mesmo... – Colocou a segunda mão no cabo. No mesmo segundo em que encostou, uma aura vermelha fortíssima emanou do seu corpo inteiro.

Éon: - Estremeceu – Que... O que foi isso?!

PZ: - Sumiu em pleno ar e reapareceu atrás de Éon. – Cruz positiva!

Éon: - Se virou tarde de mais e recebeu o golpe, sendo impulsionado contra uma arvore. – Rápido... Mas não o bastante! – Se levantou, aumentou mais e mais a velocidade e o atacou. – Minha velocidade é muito superior a de qualquer criatura viva! Você não vai poder mais me acompanhar em alguns segundos!

PZ: - Empunhou a espada, segurada com as duas mãos, a sua frente, bloqueando o ataque. – Hm? – Olhou para o chão. – Heh... Talvez eu consiga sim te acompanhar. Eu acabei de perceber uma coisa que não tinha visto por estar entretido...

Éon: Do que você está falando?

PZ: Essa clareira. Ela é relativamente bem inclinada.

Éon: E o que isso tem a ver?!

PZ: Tudo! Deixa eu te mostrar! – Flexionou um pouco as pernas e se apoiou na parte da frente de seus pés e revidou o ataque com apenas um impulso.

Éon: - Com problemas pra segurá-lo. – Em pensamentos. – Tudo bem, eu sei que com as pernas flexionadas desse jeito ele vai ter mais impulso, já que ele gasta muito menos energia para subir uma superfície inclinada, mas um aumento tão abrupto! É absurdo!

PZ: Você parece confuso... Tudo bem, eu vou te explicar. Quando eu era menor, e me tornei um Juiz, eu ainda não tinha escolhido uma arma definitiva para lutar. Eu treinei, e treinei, mas não importava o quanto eu treinasse, eu nunca me achava forte ou rápido o suficiente. Eu pensei por muito tempo e cheguei a conclusão de que esse tipo de espada seria perfeito, e não apenas isso, mas como também, fui eu mesmo quem fez o seu design. Por ser tão grande e pesada, eu aumento a força que eu naturalmente não tenho, e ao mesmo tempo aumento minha resistência, me tornando mais rápido só de empunhá-la. Ao empunhá-la com as duas mãos eu distribuo o peso por todo o meu corpo, ao invés de apenas um lado, o que me permite ir mais rápido. E com o design com que a projetei, ela pode se transformar em qualquer outro tipo de arma com extrema facilidade, já que eu não sabia que tipo de poder eu ia adquirir a seguir. Como você sabe, uma pessoa aumenta muito sua força quando empunha uma espada com duas mãos. Ao treinar a minha vida toda a empunhá-la apenas com uma das mãos, eu treinei meus braços bem individualmente, então a força seria esmagadora com as duas mãos. Acredite quando eu lhe digo que você nunca vai encontrar um usuário melhor do que eu para está espada. – Deu uma pequena pausa. – E apesar de não saber muito sobre ‘energia’ e ‘estamina’, minhas armas sempre foram carregadas a partir da minha energia, então eu pensei se poderia aplicá-la a minha Zefiro... Foi assim que eu criei a Cruz Positiva. Eu sempre pude usar uma pequena porção da minha energia, mas eu nunca tentei usá-la com as duas mãos...

Éon: - Fechou os olhos bem apertado e pensou – Tudo que ele diz é extremamente obvio, mas coisas desse gênero levariam anos de treinamento dos mais severos, isso se eles existissem. Alguém da idade dele não tem como ter uma força que se compare ao de um elemental... Por quais tipos de treinamento ele passou?! Em pensar que com táticas tão banais ele aumenta tanto o poder dele... Eu não posso mais vacilar... – Abriu os olhos com uma expressão de raiva. – CERTO! Eu vou acabar com isso, está decidido! – Levantou a mão direita, de onde saiu um orbe de luz branca.

Atros: Heh, então ele vai usar isso? Apelão...

O orbe se expandiu, tomando conta de tudo, deixando toda a paisagem branca, tão branca que todas as sombras e silhuetas desapareceram, e as iluminou de maneira tão intensa que mesmo os objetos não podiam ser vistos com clareza, o que poderia cegar com facilidade.

PZ: - Fechou os olhos bem apertados, mas não adiantou, pois ainda sentia a claridade através de suas palbebras. – I-isso está me dando dor de cabeça... Argh... Não dá pra ver nada...

Éon: A intenção é essa, e mesmo que pudesse ver todo o branco que o cerca, não poderia me ver, já que eu estou imerso na luz. E em caso de você ainda conseguir me perceber eu vou continuar aumentando a velocidade! – Barulho de metal cortando o vento podia ser ouvido, a medida que as espadas giravam bem rápido em todas as direções, cortando o outro.

PZ: - Pensando – Eu tenho que dar um jeito de achá-lo rápido, minha armadura não vai agüentar desse jeito! – Se fechou em uma posição de defesa!

Atros: - Rindo de fora da esfera de luz – Hahahaha! Esse é o poderoso Juiz que derrotou sete elementais até agora? Que piada! Faça algo ou essa clareira vai ser o seu tumulo!

PZ: Essa clareira... Essa clareira?! É isso! – Colocou a mão sobre o medalhão. – Will! Vamos incorporar!

Will: Certo! – Uma esferinha de luz verde, muito fraca devido ao ambiente luminoso saiu do medalhão, e aos poucos tomou a forma de um ‘humano’, aparentemente muito jovem, com vestimentas verdes, que pareciam serem feitas de folhas de diversos tamanhos e tipos. Seus cabelos eram muito finos e de uma cor rosada, o jeito como estavam dispostos, bem em pé em sua cabeça davam a impressão de se parecerem com uma rosa de certos ângulos. Seus olhos verdes claro se fecharam com velocidade devido à claridade. Ele se sobrepôs sobre ProtonsZero.

PZ/Will: - Seus olhos se tornaram verdes, apesar de não poderem ser vistos, assim como algumas mechas de seu cabelo. Seus músculos relaxaram levemente, dando a impressão de que ele é um pouco mais ‘magro’. – Certo... Eu espero que isso funcione! – Ele saiu um pouco da posição de defesa e começou a agitar os braços, como se estivesse buscando algo.

Éon: - Aproveitou a oportunidade para acertá-lo certeiramente. – Você não vai me encontrar deste jeito!

PZ/Will: Não pretendo! – Firmou bem os pés na terra. – Ainda não dá pra sentir, preciso de mais! – Agitou mais os braços.

Éon: Do que você está falando?!

PZ/Will: ISSO! Eu sabia que você não prestaria atenção! – Se virou, e rapidamente transformou a espada em machado.

Éon: Como ele sabe onde estou?! Não importa! Com essa velocidade eu vou conseguir destruí-lo de qualquer jeito e... aaargh! – Caiu no chão e sentiu a lâmina do machado encostar devagar no seu pescoço.

PZ/Will: Encerrado. Você perdeu.

Éon: C-como? Você continua com os olhos fechados... E eu estava tão rápido que você não poderia me ouvir... Diga-me, como?!

PZ/Will: Desfaça a luz que eu lhe mostrarei.

Éon: - Desfez como pedido. – O-o que é isso?

PZ/Will: Isso? Isso é a causa da sua derrota. Como você pode ver eu não me movi pra tentar te achar... Não diretamente, claro.

A clareira estava tomada por raízes, vinhas e cipós de todos os lados, formando algo parecido como uma enorme teia de aranha, que se espalhava discretamente por todo o chão.

PZ/Will: Percebe? Assim como uma aranha, eu incorporei o Will, para poder usar o ambiente para fazer essa teia, assim que você encostou, mesmo que rápido demais para perceber, eu sentia as vibrações e pude prever de onde você viria a seguir, não só isso, mas também pôde fazer você parar, prendendo seu pé nelas.

Éon: - Tornou todo o corpo em luz, que atravessou todas as raízes, se recompôs, sacou suas daikatanas e se levantou em um ataque – Alvorada ascendente!

PZ/Will: - Rapidamente bloqueou o ataque com seu machado, que foi quebrado no ataque.

Atros: É o suficiente! – Lançou sua foice contra o elemental da luz, atingindo-o na barriga, fazendo-o cair.

Éon: Atros, o que você acha que está fazendo!? – Conseguiu cair no chão em pé. -

Atros: Você perdeu... É a minha vez!

PZ/Will: Como assim sua vez? Eu o derrotei, então ele vem comigo! E você mesmo disse que só um de vocês viria!

Atros: Nossa... Burrice é mesmo uma praga! Pense bem! Meu maior objetivo é aniquilar alguém que está indo embora? Se eu não ir com você, como eu vou fazer isso?!

PZ/Will: ... Então os dois viriam comigo desde o início?... E o burro aqui sou eu... – Girou os olhos. – Pra que essa luta desnecessária então?

Atros: Admito que você e Batmark são pessoas muito interessantes e fortes... Então seguiremos vocês, buscando meios de aniquilarmos um ao outro.

PZ/Will: - Suspirou. – Certo... Vamos embora então.

Atros: - Olhou para trás e viu o sol começando a se pôr. – Acabou para você! – Saltou e sua silhueta se sobrepôs ao sol. Sua aura cresceu, tampando todo o sol. – Turbilhão de Trevas! – Sacou duas foices da sua aura e as atirou contra o chão, que agora estava todo encoberto por trevas já que o sol havia sido encoberto.

PZ/Will: O que?! O que você está fazendo?!

As duas foices, uma girando verticalmente e a outra horizontalmente, chegaram próximas ao chão, emanando uma aura negra que arrancou todas as raízes, vinhas e cipós do chão, não apenas isso, mas cortando todas as arvores ao redor e arrancou suas raízes, alem causar grande dano à ProtonsZero.

Atros: Mesmo com os dois indo, eu ainda posso me provar mais forte ao te derrotar! – Saltou para o chão, formando uma esfera negra sob seus pés que cobriram todo o chão.

PZ: - Desincronizou e se levantou, apoiando-se em sua espada. – Filha da... – Correu e girou sua espada no ar, mirando para o pescoço do outro.

Éon: Ih, a coisa vai ficar feia... – Recuou para longe da luta.

Atros: - Bateu com a ponta da foice na espada e deu uma estrela no meio do ar, quando aterrissou girou com a foice mirando as pernas de ProtonsZero.

PZ: - Saltou a foice e forçou sua espada para frente, para perfurar.

Atros: - Deu uma cambalhota para trás e girou com sua foice, mirando para o pescoço.

PZ: - Largou a espada, deixando-a fincar no chão e deu um mortal no ar, desviando da foice. Esticou o corpo, segurou o cabo da espada com firmeza e tombou com suas costas, quando tocou com os pés no chão mudou seu centro de gravidade para lá, e puxou sua espada com força, executando um magnífico ‘Helm Breaker’

Atros: - Tombou com o corpo para trás, fazendo com que a ponta da espada apenas raspasse por seu corpo, sendo o bastante para retalhar a blusa escura que usava. – Droga... – Recuou um pouco e fez uma esfera de aura negra em sua mão. – Com o risco de parecer repetitivo, mas vamos acabar com isso rápido... – A jogou contra o chão, de onde começaram a sair mais e mais raios negros, que começaram a cobrir as redondezas. – Quando estivermos imersos em trevas, meus poderes serão muito mais fortes.

PZ: Não se eu puder fazer algo primeiro! – Uma esfera marrom saiu de seu amuleto e tomou forma de um robusto homem com um alto cabelo com um corte ‘moicano’ castanho, com exceção das pontas, que eram roxas. Suas largas roupas cor-de-terra eram surradas, mas isso não parecia lhe incomodar. Ele sorriu um largo sorriso que chegava a ser medonho e incorporou o jovem.

Atros: - Pensando – Droga... O sol ainda não se pôs completamente... Eu não vou poder ter os meus poderes em força máxima... Tenho que enrolá-lo até lá... – Investiu novamente com sua foice, num golpe vertical

PZ/Blitz: - Recuou rapidamente e bateu o pé no chão, criando uma parede de terra atrás dele.

Atros: Por que alguém criaria um beco sem saída para si mesmo?

PZ/Blitz: É porque o beco sem saída não é para mim e sim para você! – Pulou para trás e bateu com os cotovelos na parede. À medida que ele encostou os cotovelos, lanças de terra saíram por toda a extensão da parede, que se desfez ao contorno de seu corpo.

Atros: - Girou bem rápido com sua foice, quebrando todas as lanças.

PZ/Blitz: - Sacou a espada e a transformou numa lança e investiu com ela em linha reta

Atros: Rápido! Não vai dar pra desviar!

PZ/Blitz: - O perfurou diversas vezes com a lança, em altíssima velocidade.

Atros: - Sorriu e se desfez no meio do ar, em uma aura negra, que se remontou por detrás de ProtonsZero, prendendo-o em um ‘Palo Especial’ (Golpe onde se monta nas costas do inimigo, imobilizando seus braços ao puxá-los para trás e prendendo suas pernas, travando-as com as próprias pernas, por dentro das coxas, colocando os pés atrás de seus joelhos.)

PZ/Blitz: Você acabou de cavar a sua cova. – Todo o seu corpo começou a se transformar em pedras, e foi se tornando mais e mais pesado, pedras prenderam as mãos e os pés de Atros, e espinhos apareceram em suas costas, se transformando numa grande armadilha à medida que eles se curvavam por causa do peso.

Atros: Droga... Eu preciso de mais tempo! – Se desfez em sombras de novo e se remontou no chão, aplicando uma rasteira, se desfez e refez de novo na frente dele, dando-lhe uma joelhada no queixo, que o derrubou. – Certo, agora! – Pulou bem alto e desceu rápido com sua foice. – Crepúsculo Descendente!

PZ/Blitz: Droga! – Bateu as mãos no chão com força, e duas placas de terra saíram do chão e formaram uma concha ao seu redor.

Atros: - Ficou a foice na concha de terra que arrebentou e se quebrou em muitos pedaços, revelando ProtonsZero. – Você está a minha mercê. – Levantou a foice de novo e aplicou um golpe descendente.

PZ/Blitz: Ainda não! – Apoiou o tronco no chão com os braços e levantou as pernas, agarrando a foice pelo cabo, a tirando das mãos do oponente e a jogando para trás, levantando numa cambalhota para trás. Após levantar ele correu para frente, e socou seu inimigo com força, diretamente no rosto.

Atros: Ugh! – Recuou. – Isso... Finalmente... O sol terminou de se pôr... É hora de acabar com isso! Prepare-se pra ser engolido pelas trevas eternas! – As auras de sombras que estava se formando ao redor do campo se encontraram no céu, formando uma esfera, tornando tudo dentro dela impossível de se ver com toda a escuridão.

PZ/Blitz: O mesmo truque de novo?!

Atros: Eu não gosto de clichês... Mas em uma estratégia vencedora não se mexe.

PZ/Blitz: Eu vou sair do mesmo jeito que ant... Espera... Você arrancou tudo do chão! Por isso aquele ataque de antes!

Atros: Hah! Acho que você percebeu um pouco tarde de mais. E nem pense em sair da esfera. Ela é muito ampla para você sair apenas andando e defendendo. Você teria que abrir a sua guarda e correr, mas você não vai conseguir comigo aqui! – Acelerou, sacou outra foice e começou com ataques retilíneos, mudando a cada corte o ângulo para o novo ataque.

PZ/Blitz: Isso não é bom! – Levantou muros de pedra ao redor do corpo.

Atros: - Ziguezagueando pelo campo com sua foice destruindo os muros de pedra repetidamente à medida que eram recriados.

PZ/Blitz: - Em pensamentos. - Certo... Vamos pensar... Eu não possuo mais as vinhas para formar a minha teia... – Parou, fechou os olhos e começou a ouvir. – Eu consigo ouvir a foice cortando o vento... – Reposicionou os pés no chão. – É muito fraco... Mas eu consigo sentir a vibração do chão quando ele corre... Não sei se conseguiria sentir isso normalmente ou se é porque eu estou sincronizado com o Blitz... – Respirou fundo. – Certo... Enquanto eu levantar esses muros ele não tem como me atacar diretamente, mas eu não acho que agüento outro golpe... Eu não sei com precisão onde ele vai atacar a seguir e nem se ele desviará com facilidade. Logicamente eu teria que atacar por todos os lados... Mas então ele poderia sair da esfera, portanto eu teria que saber exatamente onde atacar em seguida, mas não dá pra fazer isso nessa escuridão... É isso! Já sei! – Gritou. – Pode vir com tudo! – Abaixou os escudos e encostou a ponta de sua lança no chão.

Atros: Pronto para encarar o seu destino? – Correu aumentando ainda mais a velocidade, preparando a sua foice.

PZ/Blitz: Só mais um pouco... Mais perto... Agora! – Enfiou toda a lança no chão, e à medida que a lança entrava, todo o chão na circunferência da esfera, salvo pela área onde ProtonsZero se encontrava, desta maneira ejetando Atros do campo de batalha. – E para o golpe final! – Bateu o pé no chão, levantando a sua área, a única que não havia levantando ainda, se ejetando para fora da esfera também.

Em pleno ar, ele transformou sua armadura de pedras em uma lança, girou no meio do ar, e acertou o inimigo que já começava a cair, lançando o contra o chão.

PZ/Blitz: Isso! – Atirou a lança com toda sua força rumo ao chão, sendo mais rápida que o corpo de Atros ao cair do céu, assim atingindo o solo antes, e gerando espinhos gigantes de terra por todo o campo escuro.

A aura negra se desfez e revelou uma imagem surpreendente: O elemental das trevas estava se segurando como podia, completamente esticado, com cada um de seus membros segurando um dos espinhos, e sua barriga a centímetros de outro menor.

PZ/Blitz: - Caiu com os pés nas costas de Atros, diminuindo a distância entre ele e o espinho.

Atros: - Suando frio. – Tudo bem, tudo bem! Você venceu!

Éon: - Se reaproximou devagar. – Hah! Você perdeu também!

PZ: - Desincronizou com o espírito da terra e saltou para uma parte segura do chão. – Ambos perderam, agora sigam o combinado e vamos embora...

Éon e Atros: - Se aproximaram do jovem devagar com um olhar relutante. – Certo... – Cada um olhou para um lado diferente.

PZ: Certo... Ah! Vocês não saberiam por um acaso onde se encontra algum elemental da eletricidade? Afinal vocês rodam essa ilha todos os dias.

Atros: Elemental da eletricidade você disse? Claro que sabemos... – Apontou para uma região.

Éon: A parte mais ao norte da ilha. Perto do Castelo do Marco Inicial. É onde fica a vila dos elementais elétricos.

PZ: Certo. Obrigado. Está ficando tarde, vamos acampar aqui essa noite e vamos para lá amanha assim que acordarmos.

Os elementais de luz e de trevas se tornaram esferas monocromáticas e se uniram ao medalhão do jovem, que agora estava completo, exceto por uma única fenda que estava para ser preenchida em breve.

Elementias - Castelo do Marco Inicial – 19h00min

Um homem alto, com vestes azuis, que lembravam um misto de uniforme militar e roupas de alguns séculos atrás adentrava um porão. Seus cabelos longos chegavam até seus ombros, onde eram um pouco repicados, e a franja tampava metade da máscara que usava e cobria a exata metade esquerda de seu rosto. Ela era branca, com alguns poucos detalhes roxos, e uma lente avermelhada cobria o buraco para seu olho azul.

Batmark: - Caminhando lentamente rumo a uma grande esfera de vidro enquanto ajeitava sua franja para que não ficasse tampando seus olhos. – Está tudo preparado. Demorou um pouco mais do que o previsto, mas o ritual já foi feito. Apesar dos esforços decepcionantes... Bem, já está tudo preparado para amanhã.

???: - Um jovem de ambos os olhos e cabelos dourados se debatia numa velocidade incrível dentro da esfera, apesar de seus braços e pernas estarem presos em estranhas maquinas acopladas à esfera. – Seu bastardo! Filha da mãe! Como você ousa brincar com orgulho de um elemental elétrico!? Você vai pagar caro por isso!

Batmark: - Puxou de um coldre em sua cintura um cetro dourado, inteiramente detalhado, com um pequeno orbe vermelho em uma extremidade e outro, também vermelho, muito maior, na outra, preso por morcego que estava esculpido no cetro – Silencio, sim? Agora, vá e me ganhe algum tempo! – A orbe vermelha maior brilhou um pouco, criou um pequeno circulo com alguns símbolos feitos de luz em sua ponta, e desta saiu um raio de luz curvo, como um chicote, igualmente vermelho nas extremidades, mas que ia clareando rumo ao centro, até se tornar branco. Com este ele bateu na esfera de vidro que se partiu ao meio, e os aparatos que prendiam o elemental também se quebraram.

???: - Caiu sentado no chão. Seus olhos dourados começaram a ficar inteiramente negros, duas marcas de raios apareceram em suas bochechas, uma sendo o inverso da outra, e eletricidade estática percorreu todo o seu corpo à medida que ele se levantou. – S... S... Sim... – Desapareceu num clarão, que se seguiu de um estrondo.

Elementias – Fronte do Castelo – 19h02min

Outro clarão seguido de um estrondo aconteceu.

???: - A eletricidade ainda percorria todo o seu corpo. Ele encarou as mãos eletrificadas alguns segundos e então as cerrou em punhos e as levou à cintura, levantando a cabeça e gritando com toda a força, intensificando a eletricidade. – GYAAAAAAAAAAH!

Cidade de Calime – 01/05 (28/04 em Elementias) 18h33min

???¹ – Uma mulher de cabelos negros usando um jaleco branco sobre um vestido curto negro estava sentada em frente a um largo monitor. – Chefe, você tem que olhar isso.

???² – Um homem de terno negro, e cabelos loiros muito bem arrumados e óculos escuros se aproximou do monitor. – É sobre o que eu lhe pedi para analisar?

???¹ - Olhe só, essa é a amostra das células do dia do incidente na usina de força. – No monitor apareceu uma célula humana, aparentemente.

???²: Certo, é apenas uma célula normal, não tem nada de interessante.

???¹: Bom, aparentemente é uma célula humana, mas quando se olha para ela com cuidado, a composição dela é diferente. Ela é muito mais densa, e seu metabolismo é muito mais rápido. Para não falar que a capacidade de regeneração dela é impressionante e que ela possui muito mais energia. Mas isso não é nem o começo! Olhe só esse vídeo de 4 dias depois! – O monitor mostrou a célula brilhando e mudando de forma.

???²: Ela se transformou?!

???¹: Sim... Mais tarde, ao final do mesmo dia ela voltou ao ‘normal’. Isso ocorreu apenas está vez, ou foi o que pensamos. Dois dias depois deste incidente, ele se repetiu. E no dia seguinte a esse ela se transformou mais uma vez, mas num tipo de célula completamente diferente! Veja, está célula com altas capacidades de armazenamento de energia e cheia de enxofre! – O monitor ia mudando conforme ela falava. – E agora, dia após dia ela vem mudando constantemente, para toda variedade de células. O mais impressionante, é que a célula não recebeu nenhum tratamento diferenciado, e continua viva até agora. É impressionante.

???²: Obrigado pelo relatório! Eu vou informar para os superiores. Por favor, continue com o bom trabalho! – Se retirou da sala.

Fronteira de Calime (país) com o deserto ao sul – 01/05 21h38min

O vento soprava forte, carregando a areia e desfazendo as dunas. Um homem com uma capa marrom desbotada andava, se apoiando em um estranho bastão, ia andando vagarosamente até um casebre, com uma carroça com alguns animais, na fronteira do país.

???: - O homem com o casaco arrombou a porta da casa. – Eu preciso de uma carona até a capital. Gostaria de pedir que me ajudassem

Homem de idade: Senhor! Por favor, o que está fazendo?! Nós somos muito pobres! Por favor, não quebre mais nada!

Mulher de idade: - Estava coberta por panos de varias cores diferentes e se curvava em frente a uma estatua de uma divindade de outro país. – Oh? O que houve? – Se levantou lentamente, pois já era de bastante idade.

???: Não perdoarei aqueles que veneram falsas imagens... – Usou seu bastão para destruir a imagem e acertar a cabeça da senhora, que caiu no chão sangrando, provavelmente morta. – Não aceito que zombem do nome de Deus.

Homem de idade: Ora...?! O... O que você fez?! – Caiu ajoelhado no chão, chorando. – Você ousa entrar em nossa casa, quebrar a imagem de meu Deus e atacar a minha esposa? – Se levantou o mais rápido que pode e pegou uma A-12 que estava presa na parede. Ainda com lagrimas nos olhos se virou. – Eu não sei quem você é, mas eu não posso permitir isso... Que Deus me perdoe...

???: - Desapareceu da vista e reapareceu atrás do homem, com o bastão em sua nuca. – Eu pouparei sua vida enquanto puder me levar ao meu destino. Por favor coopere.

Homem de idade: - Em prantos derrubou sua arma no chão. – C... Claro... – Tremendo de medo.

???: Eu agradeço... – Saíram os dois da casa.

Continua... Próximo capitulo: 12 – Os dias perdidos.
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