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Published: 2007-10-10 01:01:12 +0000 UTC; Views: 517; Favourites: 1; Downloads: 5
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Description
Algumas pessoas cismam de querer mudar seu passado... Mesmo que isso fosse possível elas iriam matar uma parte si, elas deixariam de ser quem são... E alem do mais... Se elas não tivessem o que mudar, nunca teriam voltado em primeiro lugar, e assim não precisariam ter voltado... O tempo pode ser muito confuso às vezes.__________________________________________________________________
Cidade de Calime, 10 anos atrás. 21 de Março.
Já estava anoitecendo, estava um lindo por do sol naquele dia em que não havia nuvens no céu. Um garotinho de 11 anos de idade estava numa rua do subúrbio da cidade, sozinho, com suas mãos cheias de sacolas, seus cabelos castanhos balançavam ao vento e seus olhos, também castanhos, brilhavam quando ele olhava para o céu daquela tarde.
- Ai ai... Eu odeio ter que ir a padaria... – Disse o garoto com uma expressão de tédio. – Mas pelo menos eu já estou quase em casa...
O garoto parou de repente, assim q virou a esquina, com uma grande expressão de susto. Havia caminhões e homens do corpo de bombeiros por toda a rua.
- M-m-minha casa? – O menino largou suas compras no chão e correu em direção a uma casa que estava pegando fogo. – Mãe! Pai! O quê aconteceu? – Ele parou em frente a casa que agora estava em chamas.
- Garoto! Não fique aqui! Alem de perigoso, você poderia inalar muita fumaça, não há motivos para você ficar aqui! – Disse um bombeiro.
- Mas, senhor, essa é minha casa! – Disse o menino com lagrimas nos olhos.
- Então você era o filho daquele casal? Eu sinto muito filho... Ambos morreram no incêndio... Mas... Antes de morrer... Seus pais te deixaram uma ultima mensagem... – O bombeiro começou a dizer com pesar no coração enquanto o menino chorava em seu ombro. – Seu pai pediu pra que lhe dissesse: Sinto muito por ter que lhe deixar... Mas quero que você seja forte e lute contra isso... E sua mãe disse: Apesar de termos te deixado nós desejamos que você sempre dê seu melhor Calius. Também pediu pra lhe entregar isso. – Disse e lhe entregou um anel.
- Dar o meu melhor... E ser forte...? – O garoto parou de chorar por um momento e pegou o anel.
- Me desculpem a intromissão... Mas... – Um homem alto e loiro apareceu à frente dos dois com sacolas nas mãos. – Acho que você derrubou essas sacolas garoto. – O homem tinha um sorriso que encheu o coração do garoto de ódio, ele simplesmente não entendia como alguém poderia estar feliz naquele momento. Ele soltou as sacolas e se virou. – Sinto muito... Mas agora eu tenho que ir... – Ele começou a andar e tirou uma máscara de seu bolso.
O garoto olhou para a máscara com uma cara de quem já havia visto aquilo antes. – Por que aquela máscara roxa estava com manchas negras? Ela me pareceu tão... suja...
- Garoto... – O bombeiro voltou a dizer – Eu sinto muito ter tido que te dar aquelas noticias... E ainda mais... Eu vou ter que te levar a um orfanato até que algum parente próximo apareça para cuidar de você.
- Mas... Meus avos já morreram... E meus pais eram filhos únicos... Eu não tenho nenhum parente agora... – O garoto se afastou do bombeiro. – Eu não vou passar o resto da minha vida num orfanato! – O garoto correu o mais rápido que pode para longe do bombeiro.
Muitas horas depois ele ainda estava correndo... Já estava nos limites da cidade e também de suas energias. Era um mistério como ele havia conseguido tanta energia e como conseguia correr tão rápido... Ele realmente era um jovem de muito potencial... Mas agora estava perdido na floresta que cercava a cidade.
- Droga... Droga... Droga! Eu nunca dou sorte mesmo... Agora meus pais estão mortos... E... Espera... Agora eu me lembro... Eu já vi mesmo aquela máscara em algum lugar... Era da minha mãe... Eu já tinha visto essa mascara no quarto dela... Ela me disse que era uma herança de família... Então... Foi aquele homem! Só pode ter sido ele quem matou a minha família! – O garoto parou por um instante quando chegou à frente de um lago... Não havia absolutamente nada naquele lugar... Somente ele árvores e um lago. – Mas... Porque alguém faria isso por apenas uma máscara? – Um misto de dor, pesar, ódio e raiva confundiam o garoto que alem de tudo estava cansado por ter corrido tanto. – Eu odeio esses sentimentos! Por que eu não podia simplesmente deixar de ter sentimentos?!
O lago começou a brilhar de repente, uma luz quase cegante saia do lago.
O que é isso? – Perguntou o garoto.- Meu braço? O que é isso no meu braço? – Agora havia um grande relógio no seu antebraço esquerdo, o relógio era tão grande que cobria quase todo seu braço.
- Garoto... Você tem potencial para ser um juiz... Você aceita? – Disseram duas vozes distintas ao mesmo tempo.
- O que é um juiz? – Perguntou o garoto.
- Nós vamos lhe explicar a historia deste universo garoto. Antes de o tempo começar a contar e do universo começar a se expandir havia um único ser. Com um pensamento ele tinha poder de criar matéria, e com o mesmo esforço que um ser humano tem para respirar ele iniciou ambos os tempo e espaço. Com o passar do tempo duas forças dentro dele começaram a se expandir... Vocês humanos as conhecem como Bem e Mal. Elas não conseguiam ficar juntas, então aquela força única se separou em duas. Durante milhões de anos as duas guerrearam, pelo fato de apesar de terem sido anteriormente o mesmo ser elas não se entendiam, em igualdade... As duas tinham o mesmo poder. Estavam sempre em igualdade. Na grande maioria das vezes, o Mal apenas atacava, enquanto o Bem apenas bloqueava... Raras eram os momentos em que o contrario ocorria. – As vozes diziam sem sequer tomar fôlego entre as palavras.
O garoto havia sentado e prestava bastante atenção a tudo que diziam. – E então?
- Cansado de lutar uns contra os outros eles tiveram uma idéia. A idéia era criar seres para lutarem por eles, seres que teriam poderes desnivelados, seres diferentes. Então eles usaram seus poderes em conjunto e criaram os planetas e deram um empurrão para a vida... Daí começou a evolução da qual você já deve saber a partir daí. Então o Bem e o Mal que ainda tinham uma força praticamente infinita cada um, se separaram em Divindades e Demônios igualmente fortes.
- Bom... E essa coisa de juiz...? Vocês ainda não explicaram...
- É simples. Para impedir que trapaceassem eles criaram mediadores, ou juizes. Se você aceitar, vai se tornar um. Seu trabalho será impedir que muitas coisas, não importando que sejam boas ou ruins, aconteçam. Para se tornar um você vai ter apenas que abdicar de suas emoções.
- Eu serei o primeiro? Existem outros que também os são? Como eu impedirei o bem e o mal? E por que eu abdicaria de minhas emoções? – O garoto parecia estar considerando a proposta.
- Você não será o primeiro, nem o último. Existe um total de três mediadores diferentes, mas, devido a certos acontecimentos do passado, o mundo só estará suportando um mediador de cada vez. Nós lhe garantiremos agilidade, força e inteligência superiores... Você poderá se sentir livre para julgar quem ou o que você quiser. E suas emoções serão uma espécie de pagamento, dessa maneira elas não afetaram seu julgamento. – As vozes continuavam a falar.
- Muito bem... Eu aceito... Mas... O que inferno são vocês?
– Somos o Demônio e o Anjo que ficaram encarregados deste planeta... Nos ocasionalmente te enviaremos algumas missões.
- Então muito bem... Eu aceito... Eu não tenho mais por que me apegar a sentimentos eu pessoas.
- Muito bem então. A partir de hoje, você é o mediador conhecido como ProtonsZero. Faça por merecer esse nome. – As vozes pararam de falar e pareceram ter desaparecido.
O garoto agora sozinho voltava a andar em direção a cidade. Já estava amanhecendo.
- ProtonsZero huh? Eu acho que eu vou acabar gostando disso. – Como toda criança fã de programas estilo super sentai como era ele acabou por criar um estilo parecido com os super-heróis que adorava. – Defensor Zefiro! Ativar! – Ele levantou seu braço e ativou seus recém ganhos poderes, não que ele soubesse o que estava fazendo, foi algo simplesmente institivo.
O céu deste dia continuava sem nuvens no céu. Um jovem com sobretudo vermelho que havia passado por um grande trauma na noite anterior havia amadurecido mais em uma noite do que muitas pessoas haviam amadurecido na vida. Suas roupas haviam concordado com esse amadurecimento, e mudaram junto com ele, seus cabelos castanhos ficaram brancos e passaram a demonstrar uma sabedoria de uma pessoa muito mais velha. Seus olhos castanhos brilhantes se tornaram um vermelho profundo. Sua silhueta se tornou mais atlética e em um de seus dedos um anel pertencente a sua falecida mãe. Olhando para o nascer do sol disse: - Não é um aniversario... É um novo nascimento... De todo jeito... Parabéns para mim...
Continua. Próximo capitulo: 03 – Elementar.








