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Published: 2008-09-20 17:52:40 +0000 UTC; Views: 252; Favourites: 1; Downloads: 0
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Description
As pessoas quando viajam se vêem livres de pressão... Tão livres de ter que ostentar os personagens que criaram para si próprios que se vêem no direito de destruir propriedade não só alheia como natural. Pessoas que fazem isso, para mim, são piores do que lixo.----------------------------------------------------------------------------------------
Cidade de Calime – 28 de Abril.
Num prédio abandonado, já condenado a ser demolido, bem no interior, no quarto 213, o jovem de cabelos de cor quase prata está sozinho, pensado consigo mesmo. – Eu acabei de derrotar aquele homem... Mas anteontem eu perdi um dia inteiro de busca... Eu tenho que dar um jeito de descobrir os outros quatro o mais rápido possível... Só me restam oito dias. Acho que vou dar uma volta para desanuviar minha mente.
Calime é uma cidade de médio porte, capital de um país que tem o mesmo nome, por isso possui muitas pessoas e é o lugar mais desenvolvido do país. Apesar de ser uma capital, ela não foi planejada e ainda está em crescimento. Bem ao centro nós temos os bairros mais rústicos, com bastantes parques e áreas verdes. À medida que nos afastamos do centro a cidade se torna mais ‘cinza’, com prédios altos e muito mais pessoas, e ainda mais longe do centro estão as empresas, indústrias e companhias.
- Então eu já tenho seis elementos... Fogo, Terra, Ar, Água, Eletricidade e Metal. Todos acabam por interagir uns com os outros na natureza, então os outros quatro devem ter o mesmo tipo de ligação...
- Olha mano! – Exclamou um menino pequeno, que estava com seu irmão mais velho. – Aquele cara esta fantasiado de Dante! Você sabe, daquele jogo, Devil May Cry!
- Oras, não é que você está certo para variar? Será que vai ter algum concurso de fantasias por aqui? – Retrucou o irmão mais velho.
- Eu já tive que agüentar essas comparações tantas vezes... Está certo que fui eu quem escolhi me parecer com ele... No momento em que me foi dado o Magnum Tempus eu pude escolher como eu queria ser... Só não esperava que uma franquia de jogos fosse sobreviver por outros 10 anos... Eu já pensei em mudar de novo muitas vezes... Mas fazer o que se esse visual me cai tão bem? – Pensava o garoto.
Floresta das Almas – Arredores de Calime.
- Seus incompetentes! Eu já falei com vocês milhares de vezes! Comecem a derrubar essas malditas árvores! – Dizia um homem vestido de preto varias e varias vezes com um cigarro na boca. – Parece que vai chover, então peguem suas drogas de machados e serras e cortem todas essas arvores para que possamos dar o fora daqui!
- Mas chefe... – Gaguejou um homem vestido de lenhador entre tantos outros – Sempre ouvimos lendas de que essa floresta é assombrada... Não seria bom mexer com os espíritos aqui... Alem do mais, não me parece certo destruir esse lugar... Afinal depois de tanto tempo e ninguém nunca tirou uma arvore sequer daqui... Existem tantos relatos de vozes e vultos por aqui...
- E é exatamente por isso que nós vamos aproveitar rápido, as árvores daqui nunca foram exploradas e por isso valem uma nota preta. E quantas vezes eu vou ter que dizer que são só os animaizinhos dessa maldita floresta. Não tem absolutamente nada aqui para se temer! – Respondeu o homem de preto, enquanto ascendia seu cigarro. – E alem de tudo isso, nós viajamos quilômetros para chegar aqui... Seria um desperdício de dinheiro voltar de mãos abanando. Comecem logo antes que comece a chover.
Centro de Calime.
Soa um som de alarme vindo do pulso do garoto, ao chegar a tela de seu artefato ele percebe que há uma emergência.
- O que foi dessa vez? Qual é a escoria humana e o que ela está fazendo? – Perguntou o garoto.
Seu “relógio” começava a brilhar – Lenhadores na Floresta... – E parou de falar.
- ... Droga... Hnph... Miseráveis... Vou acabar com isso rápido! – O garoto não gostava de admitir, mas na verdade ele gostava mais da natureza do que das pessoas ao seu redor.
Floresta das Almas.
- Timber! Abram espaço pessoal, está caindo mais uma! – Dizia um lenhador à medida que uma árvore caia.
Dentro de um trailer, o homem de preto pensava consigo mesmo enquanto dava um trago no seu cigarro - Isso é perfeito... Esses imbecis trabalham por quase nada, e nem sabem que aqui existem espécies únicas de árvores! Eu vou ficar rico! – À medida que o homem saia do trailer ele jogava fora sua guimba de seu cigarro e soltava a fumaça do último trago pelo seu nariz. – Muito bom pessoal, acho que está bom por hoje, guardem tudo antes que a chuva comece a cair e...
Eis que do nada surge um vulto entre as árvores – Deixem esse lugar enquanto vocês ainda têm pernas para fazê-lo! – O vulto ziguezagueava por entre as árvores.
10 minutos depois.
- Mas... Que infernos aconteceu aqui...?! - O garoto arregalou os olhos com a visão da clareira a sua frente. Havia corpos espalhados por todos os lados, machados e serras cobertos de sangue também, e muitas vinhas e cipós os estrangulando. No trailer podia se ler “Que seu sangue faça com que as árvores floresçam ainda mais belas do que antes” escrito com sangue. – Parece que chegaram aqui antes de mim... E fizeram uma zona e tanto...
De repente, a porta do trailer se abriu, o jovem se colocou em posição de luta, mas quem apareceu, caindo, foi o homem vestido de preto, tremendo e sussurrando. – M-m-me... Ajude... Por favor...
- O que aconteceu aqui? – Exclamou o garoto.
- Esse lugar é amaldiçoado! Tentaram me dizer... Mas eu não escutei... Um homem vestido de verde apareceu vindo de lugar nenhum... E ele conseguia controlar as plantas daqui... – Ele rastejou até a perna do garoto e a abraçou, em estado de choque ele clamava por sua vida.
O garoto chutou o homem pra longe – Não ouse tocar em mim! Primeiro de tudo, é isso que você ganha tentando matar essa floresta! E depois, não é amaldiçoada, é sagrada, aprenda a diferença! Mas eu estou curioso... Para onde essa... “Pessoa” foi?
- Foi naquela direção... Tem uma formação rochosa em formato circular lá... Vai ser fácil de achar... Mas... Por que você iria até lá? Isso é loucura! Você não pode matar aquela coisa! – Disse o homem apontando para o norte.
- E quem disse que eu vou tentar mata-lo? – Disse o garoto à medida que se afastava do homem.
Durante o caminho o jovem começou a pensar consigo mesmo – Será que a flora também é um elemento? Se você pensar, faz sentido... Mas é algo vivo e não um elemento...
Pequenas gotas de água começaram a cair do céu. Rapidamente o mormaço que se instalava por toda a cidade dava lugar a um vento frio e úmido. Os pensamentos do garoto mudaram de rumo quando a primeira gota tocou sua cabeça. Ele olhou pra cima e começou a correr, ele logo chegou ao tal circulo de pedra abrigou-se no meio dele.
- Incrível como o tempo mudou rápido... O... Tempo...? Será? Será que o clima também é um elemento...? Clima... A habilidade de mudar de quente para frio... E interagir com os outros elementos... Ótimo... São sete agora... Faltam três...
Um relâmpago cortou o céu por um milésimo de segundo, uma luz tão forte capaz de cegar tomou conta de tudo por outro milésimo, e a escuridão se estabeleceu por algum tempo depois. A chuva parou como que num instante. O garoto desceu da rocha, caminhou e deu uma olhada nela. O circulo de pedra começou a brilhar e podia se ler a inscrição “Elementias”. O garoto ficou surpreso, correu para o outro lado da pedra, onde podia se ler a inscrição “Utopius”, mas este lado não brilhava.
- Muito bem, você pode entrar. Basta nomear os dez elementos. – Disseram duas vozes já conhecidas pelo garoto.
- Ei! Ainda não se passaram os 15 dias! E... Eu ainda não descobri todos os elementos...
- Sim, você já descobriu. Você já nomeou 8 deles, e acabou de presenciar 2. Você deve nomear os 10 elementos primordiais se quiser passar.
O garoto respirou fundo, pensou por um instante e disse – Fogo. Terra. Ar. Água. Metal. Eletricidade. Clima... – A cada palavra a rocha brilhava mais, o garoto respirou fundo novamente – Flora... – Ele se lembrou do momento anterior a esse. – Luz e Trevas...?
A pedra parou de brilhar gradualmente... O garoto silenciou-se e abaixou a cabeça, pensando ter errado a resposta quando o circulo dentro da pedra brilhou com uma luz branca – Muito bem, você pode passar. – O garoto olhou para trás, e entrou no portal sem hesitar, com a promessa de matar o homem que matou sua família.
Continua. Próximo capitulo: Fogo.
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Comments: 9
ProtonsZero In reply to MaiTeaLatte [2008-11-22 00:18:14 +0000 UTC]
Yeah, I know it... I'm lazy, enjoy the 1st and 2nd in english if you can xP"
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ProtonsZero In reply to MaiTeaLatte [2008-11-23 15:45:36 +0000 UTC]
Well... I have to write chap.7... when I do so, I'll try to translate the rest...
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MaiTeaLatte In reply to ProtonsZero [2008-11-23 17:34:06 +0000 UTC]
"Viagem" makes me think of "Viagra" ._.
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ProtonsZero In reply to MaiTeaLatte [2008-11-23 17:36:37 +0000 UTC]
And I'm supposed to be the pervert here? It means Travel, or Trip.
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MaiTeaLatte In reply to ProtonsZero [2008-11-23 20:26:43 +0000 UTC]
Well, I'm not Brasilian, am I? -___-
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